Fake News - Ed. 2020

Educação no Combate à Desinformação - Comunicação, Mídia e Fake News

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Patricia Blanco

Formada em Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, com Pós-graduação em Marketing pela ESPM, foi durante três anos Diretora Executiva do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial - ETCO. É atualmente Presidente Executiva e do Conselho Diretor do Instituto Palavra Aberta. É membro do Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária – CONAR; membro da Comissão Permanente de Comunicação e Liberdade de Expressão do Conselho Nacional de Direitos Humanos, conselheira titular do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e membro do Painel de Colaboradores do Conselho Nacional de Combate à Pirataria – CNCP/MJ. É organizadora de diversos livros, entre eles, Liberdade de Expressão e Campanhas Eleitorais 2018 e Liberdade de Expressão – Questões da Atualidade, ambos lançados em 2020. Agradecimentos especiais às jornalistas Mariana Mandelli, coordenadora de comunicação do Instituto Palavra Aberta, e Isabella Galante, colaboradora do Instituto Palavra Aberta, pelas contribuições que foram imprescindíveis para a redação deste artigo.

Você tem ideia de quantas informações imprecisas já recebeu e pode ter compartilhado? E em quantas mensagens falsas já acreditou, para mais tarde descobrir que não passavam de boatos?

A desinformação parece estar por toda parte e, ainda que esse não seja um problema novo, é preciso levar em conta que a tecnologia ampliou consideravelmente a velocidade e o alcance das chamadas “fake news”.

Tal situação não é exclusiva do Brasil. É uma preocupação global e, não à toa. Um estudo realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachussetts – MIT (uma das instituições de ensino mais prestigiadas dos Estados Unidos) e publicado na revista especializada Science mostrou que, no Twitter, informações falsas têm 70% mais chances de serem retuitadas do que as verdadeiras.

Diferenciar uma “fake news” de uma sátira, um boato, opinião, conteúdo patrocinado ou erro de reportagem está cada vez mais difícil. Isso porque não estamos surfando apenas uma onda de desinformação: estamos em meio ao que podemos chamar de tempestade perfeita. Basta olhar em volta para ver que houve uma mudança radical na forma como se produz e se consome informação.

Se antes vivíamos uma era de escassez, onde poucos produziam para muitos, passamos a viver uma realidade em que somos todos produtores de conteúdo, que podem ser criados em ferramentas cada vez mais acessíveis e disponíveis para qualquer cidadão. Ou seja, de uma hora para outra, passamos a navegar livremente no ambiente digital, sem o devido conhecimento ou preparo, causando uma enorme confusão informacional que tem afetado até as maiores democracias do mundo.

Os dados trazidos na última pesquisa TIC Educação (CGI.br, 2019) revelaram, por exemplo, que existe uma grande disparidade entre a percepção dos professores e o real conhecimento dos seus alunos no que diz respeito ao uso seguro da rede e de informações na internet. Os resultados indicam que a maior parte dos educadores acredita que seus alunos sabem utilizar o computador e a rede para acessar conteúdos sobre temas trabalhados em aula (75%) e fazer pesquisas (74%). No entanto, apenas 32% dos docentes afirmam que os estudantes conseguem avaliar as informações que não devem compartilhar, ou ainda, que sabem comparar sites, identificando as fontes relevantes.

Além disso, apenas um em cada cinco professores (21%) acredita que seus alunos sabem interpretar e julgar a confiabilidade das informações disponíveis na internet. Isto é, a grande maioria dos professores crê que os jovens não estão conseguindo interpretar o conteúdo que consomem diariamente e de forma cada vez mais constante. Contudo, se perguntarmos diretamente aos jovens, a percepção...

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jusbrasil.com.br
7 de Dezembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1153090732/educacao-no-combate-a-desinformacao-comunicacao-midia-e-fake-news-fake-news-ed-2020