Contraponto Jurídico - Ed. 2019

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2. O Controvertido Contrato de Trabalho Intermitente - Trabalho Intermitente

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Luciane Cardoso Barzotto 1

1.A base legal do trabalho intermitente: aspectos preliminares

O trabalho intermitente é uma das inovações da reforma trabalhista de 2017.

A Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, inseriu diversas alterações na CLT ( Consolidação das Leis do Trabalho) e na legislação trabalhista em geral.

Uma novidade na reforma trabalhista de 2017, com vigência após 11 de novembro de 2017, é o trabalho intermitente, apresentado no art. 443 do novo texto da CLT.

O conceito de trabalho intermitente está amparado no art. 443, § 3º, da CLT:

Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas 2 , regidos por legislação própria.

O texto normativo da CLT sobre o trabalho intermitente possui como regras as seguintes:

Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não.

§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.

§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.

§ 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente.

§ 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual prazo.

§ 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo o trabalhador prestar serviços a outros contratantes.

§ 6º Ao final de cada período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento imediato das seguintes parcelas:

I – remuneração;

II – férias proporcionais com acréscimo de um terço;

III – décimo terceiro salário proporcional;

IV – repouso semanal remunerado; e

V – adicionais legais.

§ 7º O recibo de pagamento deverá conter a discriminação dos valores pagos relativos a cada uma das parcelas referidas no § 6º deste artigo.

§ 8º O empregador efetuará o recolhimento da contribuição previdenciária e o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na forma da lei, com base nos valores pagos no período mensal e fornecerá ao empregado comprovante do cumprimento dessas obrigações.

§ 9º A cada doze meses, o empregado adquire direito a usufruir, nos doze meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador.

Comenta-se que a ideia inspiradora do contrato intermitente foi a de formalizar o “bico” de trabalhadores informais, aumentando oportunidades, ou dar a chance de um …

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15 de Agosto de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1166915868/2-o-controvertido-contrato-de-trabalho-intermitente-trabalho-intermitente-contraponto-juridico-ed-2019