Revista de Direito do Trabalho - 10/2020

8. A Revolução Industrial e o Direito 5.0 - Doutrinas

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Autor:

GEORGENOR DE SOUSA FRANCO FILHO

Desembargador do Trabalho de carreira do TRT da 8ª Região. Doutor em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Doutor Honoris Causa e Professor Titular de Direito Internacional e do Trabalho da Universidade da Amazônia. Presidente Honorário da Academia Brasileira de Direito do Trabalho. Membro de Número da Academia Iberoamericana de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social. Membro da Academia Paraense de Letras, da Asociación Iberoamericana de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social e da Academia Paraense de Letras Jurídicas. georgenor@trt8.jus.br

Sumário:

Área do Direito: Trabalho

Resumo:

Este estudo tece considerações acerca das diversas fases da Revolução Industrial, apreciando as ocorrências vivenciadas pela humanidade na atual, a quarta, além de comentar sobre uma nova visão do Direito, o 5.0, corolário do avanço tecnológico, a recomendar preocupação com a humanidade.

Abstract:

This study makes considerations about the different phases of the Industrial Revolution, appreciating the occurrences experienced by humanity in the current, the fourth, in addition to commenting on a new vision of Law, 5.0, a corollary of technological advance, recommending concern with the humanity.

Palavras-Chave: Revolução Industrial – Direito 5.0 – Tecnologia – Cibernética – Relações humanas

Keywords: Industrial Revolution – Right 5.0 – Technology – Cybernetics – Human relations

1.Introdução

Precisamos 1 nos situar nesse novo mundo novo do trabalho. Afinal, imaginamos de onde viemos e apenas podemos supor para onde iremos. Se, antes, era possível afirmar, com razoável certeza, o dia seguinte, agora, não é absolutamente crível assegurar com exatidão como serão as próximas horas.

Nesse mundo em mudanças, altera-se o Direito do Trabalho e, valendo-me do designativo proposto por Antônio Carlos Aguiar, caminhamos no novo Direito Digital do Trabalho.

Não nos esqueçamos que já tivemos a Idade Média, em que convivemos com o feudalismo, as Cruzadas e a peste negra. Fase de estagnação da história da humanidade, essa era das trevas deu lugar à idade moderna e chegamos à idade contemporânea. Hoje podemos estar vivendo uma nova idade, uma nova era, como tenho ressaltado desde o início deste milênio. Da idade média para a idade da mídia, que pode se chamar também de cibernética, atômica, digital, virtual, pouco importa a nomenclatura.

2.Do cérebro eletrônico ao smartphone

Para chegar no momento atual, precisamos voltar ao passado. Assim, a máquina a vapor foi a grande mola propulsora das mudanças no mundo do trabalho no século XVIII, embora o grande salto somente tenha ocorrido em 1938, com o lançamento do computador alemão Z1, com capacidade de processar 1 flop/s, que é uma medida de rapidez e eficácia do aparelho. Em seguida, em 1946, foi criado o primeiro computador digital pela Eletronic Control Company, o ENIAC, nos Estados Unidos. Começava efetivamente a era da cibernética.

Avançando no tempo, rapidamente evoluímos do flop/s para o megaflop/s, o gigaflop/s, o teraflop/s, o petaflop/s, o exaflop/s e o zettaflop/s, estando, presentemente no yoltaflop/s, com capacidade de processamento de 1024 flops 2 .

Do imenso cérebro eletrônico que ocupava grandes espaços, como bem lembram os que assistiam, nas televisões preto e branco dos anos 1960, o seriado Túnel do Tempo, de Irwin Allen, passamos...

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27 de Janeiro de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1188256735/8-a-revolucao-industrial-e-o-direito-50-doutrinas-revista-de-direito-do-trabalho-10-2020