Inteligência Artificial e Direito - Ed. 2020

Possibilidades e Potenciais da Utilização da Inteligência Artificial - Parte I - Compreensão da Inteligência Artificial e dos Seus Pressupostos de Controle e Regulação

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Autores:

Fabro Steibel

Victor Freitas Vicente

Diego Santos Vieira De Jesus

1.Introdução

Como indicou Margaret A. Boden (2016), o eterno desafio da Inteligência Artificial (IA) é fazer computadores realizarem tarefas típicas da mente humana. Essa busca passa por três elementos centrais – software, hardware e ideia –, sem os quais é incerto pensar o que a IA pode vir a ser. Imaginar a IA como software nos ajuda a concebê-la como uma sequência de códigos e instruções que pode, por exemplo, realizar tarefas humanas, como encontrar associações entre dados e fazer previsões de eventos futuros. Conceber a IA como hardware nos força a ponderar a capacidade de processamento de informações que é sempre feita em computadores fisicamente presentes em algum lugar – mesmo que no seu celular – e que a IA pode ainda ser associada às inovações da robótica, levando o software a poder coletar informações ou executar ações de forma autônoma. Por fim, a IA precisa ser pensada como ideia, algo que não seja apenas um substituto da mente humana, mas paralelo. E esse pensamento é presente e útil para conceber as possibilidades e potenciais de utilização da AI desde os ensaios de Alan Turing, em 1936, que demonstrou que toda forma de cálculo humano poderia ser performada por um sistema matemático baseado nos números 0 e 1.

O mesmo debate, atualmente, nos força a imaginar outra forma de Revolução Industrial, ideia bastante defendida em fóruns internacionais, como o Fórum Econômico Mundial. De acordo com esse pensamento, a primeira Revolução Industrial ocorreu quando a mecanização e a potência da água e do vapor multiplicaram a eficiência das tecnologias produtivas, que antes dependiam dos trabalhos humano e animal. Já a segunda foi marcada pela produção em massa e pelo estilo de produção marcado pela linha de montagem, facilitada pela difusão da eletricidade, que permitiu tornar mais eficiente a produção das fábricas. A terceira foi caracterizada pelo advento dos computadores e da automação. O poder de processamento dos computadores e a ampliação do acesso à memória foram idealmente planejados para conduzir tarefas automáticas e repetitivas, como a entrega de informação. Já a quarta Revolução Industrial envolve sistemas ciberfísicos, nos quais os humanos interagem com máquinas, e também se coloca a “internet das coisas”, na qual as máquinas interagem entre si. A principal diferença entre essa atual fase e os avanços tecnológicos anteriores é a grande interação entre os mundos físico, digital e biológico. Um dos aspectos fundamentais da quarta Revolução Industrial é a ampliação das possibilidades...

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2 de Dezembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1196969628/possibilidades-e-potenciais-da-utilizacao-da-inteligencia-artificial-parte-i-compreensao-da-inteligencia-artificial-e-dos-seus-pressupostos-de-controle-e-regulacao