Inteligência Artificial e Direito - Ed. 2020

Inteligência Artificial e Tomada de Decisão – A Necessidade de Agentes Externos - Parte I - Compreensão da Inteligência Artificial e dos Seus Pressupostos de Controle e Regulação

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Autor:

Italo S. Vega

1.Introdução

Curioso observar 1 que o mais simples comportamento humano reveste-se de inteligência, enquanto que o mais complicado comportamento de um inseto revela pouca indicação de inteligência. Qual é a diferença? Considere-se o comportamento de uma formiga operária. Quando em busca de alimento, uma coopera com a outra, reforçando o rastro de feromônio até a colônia. Esgotado o alimento, as trilhas deixam de ser remarcadas e o feromônio se dissipa. Inspirado por este comportamento, uma solução para o problema conhecido por “Caixeiro Viajante” foi proposta (DORIGO; GAMBARDELLA, 1997) e aplicada em uma arquitetura baseada em computação distribuída (FUENTES et al., 2018). Tal classe de algoritmos enquadra-se em uma área de conhecimento conhecida por Inteligência Artificial (IA). Mas, o que se entende por IA?

Primeiros programas da IA. Um dos primeiros programas a usar o termo IA foi o Logic Theorist (NEWELL; SIMON, 1956). O seu funcionamento básico segue o de uma prova matemática: a partir de um conjunto de axiomas e regras de inferência, conclusões (afirmações) adicionais podem ser derivadas, respeitando-se as leis da lógica codificadas no programa. Por exemplo, se em um determinado sistema lógico afirma-se que “todos os programas de computador implementam um sistema lógico formal” e “um aplicativo é um programa de computador”, uma consequência válida é “um aplicativo implementa um sistema lógico formal”. Claro que este é um exemplo trivial. Em sistemas lógicos contemporâneos, as declarações podem ser numerosas e complexas. No início, percebeu-se que esse tipo de análise poderia ser significativamente auxiliada pelo uso de computadores. O Logic Theorist validou o trabalho teórico de Russell e Whitehead em seu influente trabalho sobre lógica matemática chamado Principia Mathematica (apud IRVINE, 2015).

Sempre houve uma forte influência da lógica matemática no campo da IA. Desde o início, percebeu-se que a tecnologia para automatizar inferências lógicas poderia ter um grande potencial para resolver problemas e tirar conclusões a partir de fatos. A First Order Logic (FOL) – Lógica de Primeira Ordem – foi descrita como a métrica pela qual todos os formalismos de representação de conhecimento de IA devem ser avaliados (BRACHMAN; LEVESQUE, 2004). Não existe um método conhecido mais geral ou poderoso para descrever e analisar informações do que a FOL. A enorme expressividade torna-se o principal motivo pelo qual não se utiliza a própria FOL como linguagem de programação de computadores. Ela pode expressar, com facilidade, afirmações de natureza incomputável. Por essa razão, toda forma de representação do conhecimento é, em certo sentido, uma troca entre expressividade e computabilidade. Quanto mais expressiva for a linguagem, quanto mais próxima estiver da FOL, maior a probabilidade de ela ser mais lenta e propensa a produzir um comportamento repetitivo perpétuo. A preocupação em propor restrições para a FOL pode ser encontrada no estudo de alcançabilidade da lógica em sistemas com estados infinitos (D’OSUALDO;...

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2 de Dezembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1196969633/inteligencia-artificial-e-tomada-de-decisao-a-necessidade-de-agentes-externos-parte-i-compreensao-da-inteligencia-artificial-e-dos-seus-pressupostos-de-controle-e-regulacao