Clássicos Jurídicos - Ed. 2018

Capítulo VI - Da Monarquia - Livro III

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Até 1 aqui consideramos o príncipe como uma pessoa moral e coletiva, unida pela força das leis e depositária, no Estado, do poder executivo. Temos de considerar agora este poder reunido nas mãos de uma pessoa natural, de um homem real, que só tenha direito de dele dispor de acordo com a lei. É o que se chama um monarca ou rei.

Bem ao contrário das outras administrações, em que um ente coletivo representa um indivíduo, nesta um indivíduo representa um ente coletivo, de modo que a unidade moral que constitui o príncipe é, ao mesmo tempo, uma unidade física, na qual todas as faculdades que a lei reúne na outra com tanto esforço, encontram-se naturalmente reunidas.

Assim, a vontade do povo e a vontade do príncipe e a força pública do Estado, além da força particular do governo, todas respondem ao mesmo móvel, todos os recursos da máquina estão nas mesmas mãos, tudo caminha para o mesmo objetivo, não há movimentos opostos que se destroem entre si e não se pode imaginar nenhuma espécie de constituição na qual o menor esforço produza uma ação mais considerável. Arquimedes, sentado tranquilamente na margem e puxando sem esforço, das ondas, um grande navio, parece-me um monarca hábil, governando, de seu gabinete, os vastos Estados e fazendo tudo se mover, parecendo imóvel.

Mas se não …

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Ilustração de computador e livro
jusbrasil.com.br
22 de Maio de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1197097513/capitulo-vi-da-monarquia-livro-iii-classicos-juridicos-ed-2018