Clássicos Jurídicos - Ed. 2018

Capítulo XVI - Da Liberalidade e da Parcimônia - O Príncipe – Maquiavel

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Certa liberalidade não tira a pecha de avaro; grande liberalidade é danosa.

82. Comecemos, portanto, pelas primeiras qualidades supra-mencionadas e direi como seria bom alguém ser considerado liberal, mas a liberalidade, usada de modo que sejas tido como liberal, é prejudicial, porque se usada virtuosamente, como deve ser usada, não será conhecida e não recairá sobre ti a infâmia do seu contrário. 1 Se se quiser, porém, manter entre os homens a fama de liberal, é preciso deixar para trás toda demonstração de suntuosidade, de tal modo que um príncipe, em semelhantes obras, gastará todas as suas rendas e será necessário, no fim, se quiser manter a fama de liberal, gravar os povos de maneira extraordinária e ser fiscal, fazendo tudo que se pode fazer, para obter dinheiro, o que começará a torná-lo odiado pelos súditos 2 e pouco estimado por nenhum, 3 tornando-o, ao mesmo tempo, pobre. De modo que, tendo acarretado dano a muitos e beneficiado poucos, sentirá todas as desvantagens, periclitando em algum primeiro perigo, 4 e que, quando o percebe, e quer retrair-se, incorre logo na pecha de miserável. 5

“O príncipe deve desprezar o nome de miserável.” Exemplos: Júlio II, Luís XII e Fernando, o Católico.

83. Não podendo, então, o príncipe, usar esta virtude de liberal, sem prejuízo seu, de modo que seja conhecida, deve, se for prudente, não aceitar a pecha de miserável, porque, assim, com o tempo, será considerado sempre...

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20 de Janeiro de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1197098770/capitulo-xvi-da-liberalidade-e-da-parcimonia-o-principe-maquiavel-classicos-juridicos-ed-2018