Banking 4.0 - Ed. 2020

19. Fintechs e Fundos de Venture Capital

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Autores:

Sylvia Camarinha

Vivian Esperato

1. Introdução

A economia brasileira, por anos, tinha como entrave para o seu crescimento a escassez de crédito no mercado e esta situação tinha como uma de suas causas o monopólio do sistema financeiro pelas grandes instituições financeiras.

Para se ter acesso ao crédito, era necessário anuir a um alto custo de capital imposto pelas instituições financeiras e enfrentar uma enorme burocracia. Note que esta situação se dava tanto para pessoas físicas, como pessoas jurídicas que desejavam ter acesso a crédito.

Os serviços financeiros eram inacessíveis para a maioria da população brasileira, cabendo observar que, ainda nos dias de hoje, milhares de pessoas não têm acesso sequer a uma conta bancária.

Com a crise mundial de 2008, os bancos tiveram sua credibilidade abalada e reduziram linhas de créditos, principalmente para empresas, de forma a mitigar o seu risco de exposição – o que levou a uma retração da economia.

Diante deste cenário, o governo brasileiro adotou diversas medidas para conter o impacto da crise e, entre elas, houve o fomento da liberação de linhas de crédito para estimular o consumo. Assim, teve início um movimento de inclusão das pessoas físicas e jurídicas ao sistema financeiro.

Além disso, a regulamentação sobre as grandes instituições financeiras passou a ser maior, engessando diversos setores, entre eles a concessão de empréstimos. É neste cenário que surgem as fintechs, que trazem tecnologias voltadas para as atividades financeiras, com o propósito de desburocratizar o acesso a serviços financeiros e atender às novas necessidades do mercado.

O Banco Central do Brasil (“Bacen”) definiu as fintechs como: “empresas que introduzem inovações nos mercados financeiros por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos de negócios. Atuam por meio de plataformas online e oferecem serviços digitais inovadores relacionados ao setor”. 1

Ou seja, as fintechs são empresas que prestam os diversos serviços financeiros por meio da tecnologia, de forma a atender às necessidades do cliente. Seu atendimento passa a ser feito por uma plataforma digital, o que garante uma vantagem competitiva para essas empresas em relação aos meios tradicionais de prestação de serviços financeiros, tendo em vista que seu custo transacional é muito menor.

De acordo com o Bacen, as fintechs possuem os seguintes benefícios 2 :

• Aumento da eficiência e concorrência no mercado de crédito;

• Rapidez e celeridade nas transações;

• Diminuição da burocracia no acesso ao crédito;

• Criação de condições para redução do custo do crédito;

• Inovação; e

• Acesso ao Sistema Financeiro Nacional.

Há diversas categorias de fintechs, divididas no Brasil da seguinte forma: crédito; pagamento; gestão financeira; investimento; seguro; negociação de dívidas; câmbio; e multisserviços. Veja a ilustração 3 a seguir:

Fonte: https://www.123rf.com/checkout-v2/creditcard/finalized_creds.php .

As fintechs estão transformando o setor bancário tradicional com suas tecnologias, trazendo facilidades para seus usuários, com habilidades para resolver problemas e prestar serviços com maior rapidez e segurança.

Destaca-se que, com essa postura inovadora, o número de fintechs no Brasil cresceu mais de 350% (trezentos e cinquenta por...

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6 de Dezembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1198085311/19-fintechs-e-fundos-de-venture-capital-banking-40-ed-2020