Privacidade e Redes Sociais Virtuais - Ed. 2019

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Capítulo 2. A Internet e as Redes Sociais Virtuais - Primeira Parte - Tecnologia, Informação e Redes Sociais Virtuais

Capítulo 2. A Internet e as Redes Sociais Virtuais - Primeira Parte - Tecnologia, Informação e Redes Sociais Virtuais

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2.1. A internet

O objetivo deste capítulo é apresentar uma análise histórica da internet, o grande motor propulsor da revolução tecnológica no campo da comunicação e informação. Comecemos pela busca de um conceito de Internet.

Enrique de Alarcón Álvarez se refere a um agrupamento de redes informáticas interconectadas que permite a comunicação entre milhões de usuários em todo o planeta. 1

Marcello Póvoa se refere, de maneira simplificada, a “uma rede de pessoas gerando informações para computadores ligados a cabos, que chegam a outros computadores ligados a outras pessoas, recebendo informações – e por sua vez gerando suas próprias respostas.” 2

Para Gustavo Testa Corrêa, a internet “é um sistema global de rede de computadores que possibilita a comunicação e a transferência de arquivos de uma máquina a qualquer outra máquina conectada na rede, possibilitando, assim, um intercâmbio de informações sem precedentes na história, de maneira rápida, eficiente e sem a limitação de fronteiras, culminando na criação de novos mecanismos de relacionamento.” 3

Por fim, destaque-se a opinião de Manuel Castells para quem a internet é o tecido de nossas vidas; a base tecnológica para a forma organizacional da era da informação, que combina a flexibilidade e o desempenho de tarefas, a tomada de decisões coordenadas e a execução descentralizada, a expressão individualizada e a comunicação global, de maneira a fornecer uma forma de organização superior para a ação humana. 4

2.1.1. Surgimento da internet

O fenômeno da internet está associado a fins militares, no fim dos anos 1960, em plena guerra fria.

O governo norte-americano, naquele período de intenso conflito e tensão, precisava desenvolver um sistema de comunicação que não o deixasse vulnerável na hipótese de um ataque a bombas, sendo capaz de interligar pontos estratégicos, como centros de pesquisas e bases das Forças Armadas. 5

Na época, os Estados Unidos da América observavam seu maior rival, a União Soviética, avançando em sua expansão espacial, colocando o primeiro satélite em órbita, o Sputnik, em outubro de 1957; mandando o primeiro ser vivo em uma viagem espacial, a cadela Laika, a bordo do Sputnik 2, em novembro de 1957; mandando o primeiro homem a viajar pelo espaço, Yuri Gagarin, em abril de 1961, a bordo da Vostok I. Também observavam a ascensão do comunismo na China; assistiam ao fracasso na Invasão da Baía dos Porcos; acompanhavam a crise dos mísseis, ambos em Cuba; e enfrentavam a difícil guerra contra o Vietnã do Norte. 6

Diante desse cenário, interpretado como um flagrante desequilíbrio na denominada guerra fria, os norte-americanos sabiam que o domínio de um sistema de comunicação eficiente poderia ser a diferença entre ganhar ou perder uma guerra.

Decidiram, então, investir no desenvolvimento tecnológico, fomentando a pesquisa nos meios acadêmicos, em busca de novas formas de trânsito e armazenamento de informações.

Em 1969, a agência Americana ARPA (Advanced Research and Projects Agency), órgão responsável pelo desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas para fins militares, concebeu uma rede que interligava computadores, por cabos subterrâneos, com o objetivo de interconectar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo norte-americano. Essa rede foi batizada com o nome de ARPANET ou ARPANet. 7

A rede funcionou pela primeira vez em janeiro de 1972 e interligou computadores de quatro centros de pesquisa: Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Instituto de Pesquisas de Stanford, Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e Universidade de Utah em Nevada, todas, portanto, na costa oeste dos Estados Unidos. Os cientistas da UCLA enviaram uma mensagem de texto: “você está recebendo isto?”, à que se seguiram as três respostas de cada um dos outros centros: “sim”. 8

Desde então, as conexões aumentaram em rápida velocidade e novos investimentos foram efetuados pelo governo norte-americano, que administrava todos os pontos da ARPANet espalhados pelo país.

Já nos anos 1980, o governo norte-americano decidiu expandir o programa, dando espaço à pesquisa e à divulgação acadêmica. Em 1985, a National Science Foundation (NSF) decidiu investir na montagem de diversas redes, baseadas na ARPANet, para atender a comunidade acadêmica. Surgiu, então, a Bitnet, que transportava mensagens de correio eletrônico, e a NSFnet, que permitia o uso interativo de computadores remotos e a troca de arquivos e de mensagens de e-mail. Também foi criada a Usenet, que circulava boletins eletrônicos de informações, entre outras redes de usos específicos. 9

Com a internet em franca expansão, em 1990, o físico inglês Tim Berners-Lee, no Laboratório Europeu de Partículas Físicas (CERN), na Suíça, desenvolveu a denominada World Wide Web, que popularizou a rede no mundo.

Eduardo Vieira afirma que a web, como ficou conhecida, nada mais era que um espaço em que as informações armazenadas nos milhões de computadores que formavam a internet podiam ser acessadas com um simples clique de mouse. Isso era possível graças à tecnologia de hipertexto, que permitia a ligação de diversos textos e arquivos – daí a palavra link –, tornando-os disponíveis para qualquer computador conectado à internet. Cada documento, então, recebeu um endereço (denominado URL – Uniform Resource Locator), composto por um identificador de hipertextos (denominado HTTP – Hypertext Transfer Protocol) e um sinal de que …

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3 de Julho de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1207548679/capitulo-2-a-internet-e-as-redes-sociais-virtuais-primeira-parte-tecnologia-informacao-e-redes-sociais-virtuais-privacidade-e-redes-sociais-virtuais-ed-2019