Pronto para Partir? Reflexões Jurídico-Filosóficas Sobre a Morte - Ed. 2014

Morrer em paz

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MORRER EM PAZ

Sumário: 3.1 O medo da morte – 3.2 O suicídio.

O pretensioso homem contemporâneo foi quem transformou a morte num drama. Na antiguidade, a morte inseria-se na vida. Tanto que não era incomum a sua premonição. Não era necessário ser santo para ter a intuição de que se ia morrer. Philippe Ariès relata inúmeros episódios em que se adivinhava a chegada da morte. E isso não era algo sobrenatural. “A bem dizer, é provável que a distinção que aqui fazemos dos sinais naturais e das premonições sobrenaturais seja anacrônica: a fronteira entre o natural e o sobrenatural era então incerta. Nem por isso deixa de ser notável que os sinais mais frequentemente invocados para anunciar uma morte próxima fossem na Idade Média sinais que hoje diríamos naturais: uma constatação banal, que recaía sobre o sentido, fatos comuns e familiares da vida quotidiana”. 1

Ainda hoje, para as pessoas providas de equilíbrio, que fazem da reflexão um exercício e sabem meditar, a morte não apavora. “A morte certamente nos simplifica e aguça a nossa consciência. Assim talvez não seja uma surpresa que alguém, diante da morte, desprotegido do medo desta e adentrando no total desamparo diante da sua presença, esteja aberto ao relacionamento fundamental de sua existência”. 2

Meditar faz com que se esteja diante da morte a cada dia. “E se estamos diante da morte a cada dia, se nos permitimos morrer um pouco mais a cada dia, então a experiência da morte nos permitirá viver cada dia mais plenamente”. 3 Essa noção de se morrer um pouco por dia é bastante comum no pensamento universal. Mahatma Gandhi costumava dizer: “Cada noite, quando vou dormir, eu morro. E na manhã seguinte, quando eu acordo, eu renasço”. Por óbvio que a crença auxilia um exercício como esse. Mas até o incréu pode se confortar nesse pensamento: “A morte elimina nosso senso de futuro e nos força a nos concentrarmos no momento presente. Para onde mais temos que ir? Quando realmente encaramos a morte, estamos totalmente no momento presente”. 4

Diante do desconhecido, crentes e ateus podem ter o mesmo comportamento. O medo é algo irracional. Por que alguém que se diz religioso se apavoraria em face da morte? Falta a ele a verdadeira fé? E como se explica a serenidade com que outrem, convictamente agnóstico, enfrenta esse mergulho, se ele sabe que nada e ninguém o espera?

Em seu Pequeno Tratado de Vida Interior, Frédéric Lenoir diz conhecer “crentes que têm muito medo da morte, embora sua fé seja profunda. Eles têm medo do desconhecido, o que é perfeitamente compreensível. Conheço outros, muito mais raros, que por sua vez não vivem na angústia, mas na expectativa da morte. Era o caso do abade Pierre, que começou a desejá-la e esperá-la já aos 17 anos. Esse homem aspirava apenas à plenitude da vida eterna, ao encontro amoroso com Deus, muito embora disso não tivesse nenhuma representação possível. Estava convencido de que depois de sua morte não seria mais entravado pelas falhas psíquicas e físicas que nos assoberbam aqui embaixo, de que poderia finalmente desabrochar em sua interioridade, viver o amor em sua plenitude”. 5 Ainda há pessoas que se entregam serenamente à irmã morte. Foi o que aconteceu com o brilhante Bispo de Guarulhos, Dom Joaquim Justino Carreira, 6 precocemente falecido após insidiosa moléstia.

A busca de paz no momento da entrega se vincula com o apego. Afeiçoar-se de maneira fanatizada a coisas materiais e até a pessoas, torna a despedida muito difícil. Desapegar-se aos poucos – sobretudo das coisas materiais – é o início da escalada rumo à tranquilidade.

Mostrar às pessoas amadas o seu amor é benéfico. Sem o desespero da separação, para quem é alimentado pela crença e vê a luz da esperança do reencontro futuro. Mas desapegar-se do controle do ser amado, que não é propriedade sua, mas alguém que tem o caminho próprio e dispõe de autonomia para edificar sua existência, independentemente da continuidade de sua presença.

Christine Longaker, na sua experiência com os agonizantes, propõe um exercício que vale para todos: “Quando você está morrendo, está numa transição poderosa e não tem escolha alguma – o navio já está partindo do cais e você está a bordo. A sua tarefa é criar condições auspiciosas para a sua morte, e se desapegar de todos os laços de responsabilidade e apego que possam contê-lo. Está na hora de se preparar espiritualmente para a jornada à sua frente”. 7

O preparo espiritual para a morte não reclama fé profunda. Óbvio que esta será uma alavanca poderosa, hábil a motivar a razão para estabelecer um eficiente autocontrole. Mas o descrente pode treinar a sua mente para encarar a inevitabilidade de sua saída de cena. Curvar-se ao natural desígnio de sua condição. Aceitar o fato de que não é só ele o subordinado a essa ordem inquestionável. Teve uma vida inteira para se acostumar à ideia. Se não pensou nisso antes, agora é o momento de concentrar-se nela.

Em seus derradeiros dias, um paciente terminal sonhou que estava a atravessar uma ponte desconhecida. Não sabia para onde ela o conduziria, mas sentiu que estava pronto. E é isso o que todos deveriam procurar. A paz com a ideia da chegada da morte. “Se sabemos, no fim, que podemos alcançar a paz ao morrer, então nós podemos finalmente fazer a coisa realmente difícil. Celebrar a paz com a vida”. 8 Só consegue morrer em paz quem está em paz com a própria vida.

A cada noite, é interessante lembrar que poderá não haver o amanhã. Não haverá tempo para as despedidas. Por isso, é conveniente estar com a valise virtual sempre arrumada.

3.1 O medo da morte

Um regato pouco profundo e caluniado, a morte (...)”, dizia Stéphane Mallarmé. Caluniado, porque todos a temem. “Os homens são como as crianças que, vendo a ponta de uma sombra atrás da cortina, ficam com medo e imaginam criaturas monstruosas aí. Afastada a cortina, veem que não há nada lá. Nós queremos afastar a cortina”, adverte Georges Barbarin 9 em seu livro que se propõe a ensinar não temer o momento da morte.

Exceção entre os humanos é o destemor da morte. Regra é o terror ante essa experiência personalíssima. “Só os loucos e as crianças – disse Erasmo – não têm medo da morte. A perspectiva da morte aterroriza: “a ideia da morte e o medo que ela inspira perseguem o animal humano como nenhuma outra coisa. É uma das molas mestras da atividade humana – atividade destinada, em sua maior parte, a evitar a fatalidade da morte, a vencê-la mediante a negação de que ela seja o destino final do homem”. 10 Pudesse indicar um substituto e nenhum homem deixaria de mandar alguém para esse encontro. Ocorre que ninguém pode morrer em lugar de outrem. “É isso aí, a gente não morre a nossa morte; morre a dos outros”¸diz Ferreira Gullar. 11 “Quando se fala dessa entidade enigmática, nossa inquietação aumenta, e tudo o que podemos dizer sobre ela mascara nossa perturbação e nosso medo de acontecimento fatal que não sabemos dominar”. 12 A consciência de que se estará só ante o desconhecido costuma aterrorizar os vivos. É o que explica a aparente desconsideração que o vivente devota à morte. E por que se teme a morte?

Teme-se a morte porque o homem não se vê como parte da natureza. Pensa-se que, por integrar a humanidade, a criatura está acima da natureza. E ela não é assim: tudo o que nasce também morre.

Em sua clássica lamentação lírica, Maeterlinck traduziu a ansiedade provocada pela morte:

Em nossa vida e em nosso universo, há um só acontecimento que conta, nossa morte. Ela é o ponto no qual se reúne e conspira contra nossa felicidade tudo o que escapa à nossa vigilância. Quanto mais procuramos desviar dela nossos pensamentos, tanto mais se comprimem em torno dela. Quanto mais a tememos, mais temível ela é, porque se alimenta de nossos temores”. 13

Os epicuristas procuravam mitigar esse medo com explicação sofística: a morte não existe enquanto eu existo; quando ela chega, já não sou. Por isso, nunca haverá o encontro de alguém vivo com a morte. Não há razão para temê-la. Mas persiste o medo aterrador. Medo de que? O que se teme, afinal? “Tendo a concluir que morrer não dói: o que dói é o medo de morrer, pois isso ainda é vida. Claro, só sofre quem vive, consciente, e daí concluímos que a morte é problema dos vivos. E o morto também”. 14

Contribui para intensificar o temor a simbologia utilizada para a figuração da morte. Já se viu que a arte retrata a morte de maneira a assustar o observador. A mais frequente imagem da morte é a da caveira. O esqueleto é o símbolo típico da morte, porque é a forma que nosso corpo adquirirá, assim que despido de seu recheio carnal. No tarô mitológico, a carta da morte retrata uma figura envolta em túnica preta e seu rosto escondido por um elmo escuro. Atrás dessa figura sombria, flui um rio negro. Do lado mais próximo do rio, a terra é seca e árida. 15 Embora a explicação de que se servem os iniciados contenha prenúncio de esperança, já que a carta da morte não seria descrição da morte física, mas a inevitável mudança dos ciclos de vida que sempre envolvem uma finalização, a figura central é de Hades, o Senhor da Morte.

Outras vezes o esqueleto aparece a rodopiar qual dervixe, brandindo sua segadeira na frenética Dança da Morte. Imagem a recordar que ela é a um tempo mudança e estabilidade: “embora a sua essência seja a transformação turbilhonante, a sua coreografia é eterna”. 16

O medo prenuncia a dúvida sobre o além. Mesmo os mais renitentes agnósticos não estão liberados do medo. Para os crentes, esse temor pode ser enfrentado com a única postura consequente: o remorso, o arrependimento e o propósito de não adicionar novos débitos à fatura que se apresentará do outro lado.

O arrependimento deve ser oportuno. Ou seja: não haverá todo o tempo disponível a tanto. “Portanto, não devemos esperar pela morte para nos arrependermos. A Escritura nos impele a fazê-lo sem demora: ‘Não esperes pela morte para cumprires’ (Ecles. XVIII, 21). João Baptista, na sua pregação, não cessava de falar na urgente necessidade do arrependimento (Luc, III, 31). Jesus repete-o igualmente desde o começo do seu ministério: ‘Fazei penitência e crede no Evangelho’ (Marc, I, 15). Mais tarde, diz ainda: ‘Se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo’ (Luc, XIII, 5). São Paulo escreve aos Romanos: (II,5): ‘Com a tua dureza e coração impenitente acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e justo juízo de Deus que há-de dar a cada um segundo as suas obras’”. 17 Até mesmo o justo sente medo da morte. E tem razão para isso: o respeitoso temor deriva da lembrança das faltas cometidas e da antevisão das expiações vindouras.

É difícil manter-se fiel aos cânones de uma vida decente. Mas não é missão impossível. “Tenha-se presente esta verdade bem expressa por Santo Agostinho e proclamada pelo Concílio de Trento: ‘Deus não manda o impossível, mas ao dar-nos os seus preceitos, adverte-nos que devemos fazer o que pudermos e pedir-Lhe a graça para realizar o que não pudermos e Ele nos ajuda para que possamos’”. 18

O medo de morrer pode ser amenizado – ou ao menos controlado – por exercícios mentais e até por meio de tratamento psicológico, psiquiátrico ou psicanalítico. Para o crente esse aprendizado é menos complexo. A sabedoria contida nos Evangelhos, na doutrina da Igreja, na rica literatura produzida por aqueles que se propõem a justificar a passagem da criatura humana pelo planeta fornece inúmeras receitas do bem viver.

O católico é municiado por um arsenal de instrumentos preordenados a assegurar-lhe o caminho da salvação eterna. Se não há certeza quanto ao seu destino futuro – o preço é a autovigilância contínua – existem alguns sinais de predestinação capazes de fornecer uma espécie de certeza moral de que se há de perseverar. Os chamados Padres da Igreja, “principalmente São João Crisóstomo, São Gregório Magno, São Bernardo, Santo Anselmo, baseando-se em certos textos da Escritura, indicaram vários sinais de predestinação que os teólogos enumeram muitas vezes assim: 1.º uma vida exemplar; 2.º o testemunho de uma boa consciência, isenta de faltas graves e disposta a antes morrer que ofender a Deus gravemente; 3.º a paciência nas adversidades, por amor a Deus; 4.º o gosto da palavra de Deus; 5.º a misericórdia para com os pobres; 6.º o amor aos inimigos; 7.º a humildade; 8.º uma devoção especial à Virgem a quem pedimos todos os dias que interceda por nós à hora da morte”. 19

Karol Woytila, o Papa João Paulo II, não temeu a morte. Tanto que em seu testamento, escrito em 1980, pode-se ler:

(...) todos devem ter presente a perspectiva da morte. E devem estar preparados para se apresentar diante de seu senhor e juiz e, simultaneamente, redentor e pai. O fato é que eu tenho esse momento em consideração continuadamente e deposito minha fé na mãe de Cristo e na igreja, mãe de minha esperança”.

A Reforma, ao acabar com a crença no Purgatório, acrescentou um fardo ao peso da morte. Não haverá oportunidade para purgar os pecados. Ou a salvação, ou a condenação. Ambas eternas. Sem escapatória.

O Deus vingativo não desapareceu ao longo do Iluminismo. Ao contrário, permaneceu bastante vivo, especialmente na Escócia e na Nova Inglaterra. É clássico o sermão Pecadores nas mãos de um Deus zangado, pronunciado por Jonathan Edwards, em Enfield, Massachusetts:

A fúria de Deus é como as vastas águas que hoje estão contidas em barragens... Se Deus retirasse a sua mão do portão, ele se abriria de imediato, e as furiosas inundações da fúria divina se precipitariam com violência inconcebível e se abateriam sobre vocês com uma força onipotente; e se a força de vocês fosse dez vezes maior do que ela é, dez vezes maior do que a força do demônio mais forte e massudo do Inferno, ela não poderia de modo algum resistir à inundação divina”. 20

O receio ao julgamento insuportavelmente severo de Deus teria atormentado também David Hume, em seu leito de morte, de acordo com panfleto que pretendeu reproduzir seu temor e elaborado por Andrew Moir na primeira pessoa do singular:

Ainda que todos os demônios furiosos das regiões infernais tenham sido soltos sobre mim com uma fúria redobrada, ainda que sua fúria tenha sido exagerada por sua maldade, e sua maldade tenha derramado cataratas tonitruantes de enxofre sobre mim; embora eles tenham me atacado com chicotes de ferro em brasa cheios de nós, e então tenham passado ferro corrosivo sobre minhas feridas, em meio às nuvens de fedor de enxofre e em meio à fumaça sufocante, e tudo isso por um tempo sem fim – ainda assim, isso não era absolutamente nada diante do franzimento furioso do rosto de um Deus irreconciliável, abandonando-me à punição eterna”. 21

Sem a confortável doutrina do Purgatório, o protestante passou a enfrentar solitário a perspectiva de um julgamento do qual sua comunidade não poderia participar mediante orações conciliatórias. Dessa intolerável solidão da morte do reformista, nasce a fantasia compensatória de uma alegria coletiva em plenitude. É o que tenta descrever Donald Stauffer:

Para os quakers, e ainda mais para os metodistas, a vida era uma preparação para a morte, a própria morte era apenas a porta de entrada para a vida eterna. Essa crença faz da cena da morte em uma biografia metodista a mais plena e a mais importante da obra inteira. O sujeito está sempre alegre na hora da morte, nunca com medo... seus amigos se reúnem à sua volta e são encorajados e alegrados pelas observações, pelas exclamações e pelas citações bíblicas do moribundo, que são lembradas com exatidão”. 22

Apenas na esperança escatológica é que os seres humanos encontrarão conforto perante a única absoluta certeza: a da própria morte. A sabedoria oriental administra com certa desenvoltura o temor que a cultura ocidental tenta ocultar, mas que permanece à espreita, sorrateiro e angustiante. Sogyal Rinpoche, mestre tibetano, reconhece que “Toda a dor, a mágoa e o sofrimento que atravessamos não precisariam existir. Só existem de fato porque não conseguimos compreender que tudo, absolutamente tudo, é efêmero”. 23

O medo é companhia permanente do ser humano. Teme-se muita coisa. Várias expressões de medo, na enfermidade, antecedem o temor da morte: “O medo de se separar da família e amigos, medo de se tornar um fardo para os que o cercam, medo de perder o controle, medo de se tornar dependente, medo da dor e da piora de outros sintomas, medo de não conseguir finalizar tarefas importantes, medo de morrer, medo do pós-morte, medo ao ver o medo no olhar do outro”. 24 Sob essa vertente, o medo da morte pode não ser o mais intenso. Ao menos no discurso, quanta gente há que diz não temer a partida súbita, preferível à prostração resultante de um AVC, de um término prolongado e antecedido por interminável agonia, pela limitação dos movimentos e das capacidades.

É preciso aprender a conviver com a realidade de que “ninguém escapa da morte. Não importa quanto tempo se viva, ninguém nos salvará da morte. Torres e fortalezas não nos salvarão. O progresso da ciência não vencerá a morte. Os sistemas avançados de saúde não afastam a morte. Família, amigos, dinheiro, poder, prestígio, nada disso terá valor perante esta realidade”. 25

Após lembrar três posturas judaicas diversas em relação à morte – inimiga, etapa natural da vida e mestra – o rabino Michel Schlesinger enfatiza que a última atitude “é de humildade. A morte é também uma oportunidade de aprendizado sobre a vida. (...) Quando podemos aceitar a morte como uma etapa da vida, nos valemos de sua proximidade para cicatrizar antigas feridas e deixar um legado moral para as próximas gerações”. 26

Domar o medo, dominar o medo, eventualmente vencer o medo, tornam o ser humano menos vulnerável, embora – paradoxalmente – o façam ao mesmo tempo mais humano.

3.2 O suicídio

Um dos instintos primitivos da espécie humana é o de autopreservação. Mesmo assim, reiteradamente se constata a prática do suicídio. Em todas as idades, em todas as classes sociais. Alguns suicídios célebres. O escritor Stefan Zweig e sua mulher, o Presidente Getúlio Vargas. O escritor Alfred Hemingway, que se matou em 02.07.1961. De acordo com o psiquiatra Christopher D. Martin, que estudou as quase duas dezenas de biografias publicadas, tem a impressão de que Hemingway passou metade de sua vida tentando matar-se. Só dessa maneira se explica a sucessão de ocorrências em que pôs sua vida em risco. Ele sofria de séria desordem bipolar, personalidade borderline com traços narcísicos, agravados pelo alcoolismo. Vivenciou uma “autodramatização psicótica”, a personificar uma imagem fictícia de si mesmo, em nada coincidente com sua pessoa. Por coincidência, seu pai se matou com um tiro na...

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8 de Dezembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1212797949/morrer-em-paz-pronto-para-partir-reflexoes-juridico-filosoficas-sobre-a-morte-ed-2014