Manual do Tribunal do Júri - Ed. 2021

Prefácio - Por Prof. Dr. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho

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1. INTRODUÇÃO

É 1 uma honra poder fazer o Prefácio de uma obra como a presente: Manual do Tribunal do Júri . Afinal, é um gesto de amizade (sincera) dos autores, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar e Rodrigo Faucz Pereira e Silva, para comigo. Com isso, devo ficar para a História do Tribunal do Júri porque, como parece sintomático, o livro fará parte, indiscutivelmente, da ciência do instituto; e com ele estarei lá. Portanto, trata-se de um ato de amizade que deve ser retribuído não só à altura, mas, sobretudo, com sinceridade, pois, como dizia o saudoso professor Egas Dirceu Moniz de Aragão, quem sabe inspirado em Aristóteles, na sua Ética a Nicômaco : “amigo é quem não lhe causa problemas”.

2. DUAS HISTÓRIAS: MORDE E ASSOPRA

Partindo dessa premissa, gostaria de começar com duas histórias que me parecem vitais para uma análise – ainda que sintética ao extremo – da obra.

2.1. A primeira história: fazendo como alerta

A primeira é, quem sabe, um alerta (eis por que é preciso ser sincero); e diz com o casamento com a obra. Ela me faz recordar um querido amigo que perdemos, infelizmente, no mês de setembro de 2020, e merece uma homenagem ainda que singela: Álvaro Lima de Oliveira. Médico em Ilhéus, na Bahia, foi meu concunhado. Formado em Medicina em Salvador (sua família era do Coaraci, também no sul da Bahia), acabou em Curitiba para fazer a Residência Médica e por aqui casou, indo logo morar em Rio Negrinho, Santa Catarina, donde, mais tarde, voltou para a Bahia e, assim, Ilhéus. Muito inteligente, tinha uma capacidade anormal de trabalho; e era reconhecido por tal. Não passou muito tempo depois da volta para estar ligado a empreendimentos (como já havia feito em Rio Negrinho com uma fábrica de móveis), dentre eles um posto de gasolina e uma roça de cacau, que administrava junto com o exercício da medicina, numa faina sempre árdua e complicada, um pouco superada por umas cervejas com os amigos. Em um verão dos anos 90 estávamos, durante as férias, na praia, com as crianças, que eram pequenas. Nos primeiros dez dias só choveu e, por suposto, todos estavam dentro do apartamento e com os nervos à flor da pele, mesmo porque as meninas não paravam – o que era normal – e nós não tínhamos razões para não deixá-las aproveitarem ao modo delas. No décimo primeiro dia não aguentamos e decidimos ir em busca do sol. Ligamos para Ilhéus e eles ficaram felizes com a nossa ida. Em pouco tempo preparamos tudo e logo estávamos no avião da falida Varig, via Belo Horizonte, com destino ao sul da Bahia. Na chegada, além do aeroporto (que era uma atração por si só, dado que o avião aterrava em cima do mar ou quase), lá estava o sol. Aquilo era fruto de muita alegria para os pálidos. Nossa estada foi muito boa. A casa deles era linda, em um morro, com uma vista maravilhosa para o mar, a qual começava pela visão de coqueiros. No térreo, uma piscina e tudo o mais que se tinha direito, além do sol, claro. Álvaro chegava sempre para...

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jusbrasil.com.br
30 de Novembro de 2021
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1233936866/prefacio-por-prof-dr-jacinto-nelson-de-miranda-coutinho-manual-do-tribunal-do-juri-ed-2021