O Stress no Meio Ambiente de Trabalho - Ed. 2021

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Capítulo IV. O Estresse no Meio Ambiente de Trabalho

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No corpo de cada ser humano, estão marcas de sua história, os seus esforços, as suas vitórias, as suas emoções etc. Por meio de estímulos, os impactos biopsicossociais desencadeiam reações no corpo. Diante de cada reação desencadeada pelos diferentes estímulos a que está submetido, tende o corpo humano a voltar ao equilíbrio. Todavia esses impactos e emoções deixam marcas, modificam as pessoas, inclusive seus corpos. O empregado que, por exemplo, sofreu um acidente de trabalho e perdeu sua perna, carregará a marca dessa perda para o resto da vida.

1.Conceito de estresse

O significado do termo estresse pode ser entendido como o processo de tensão diante de uma situação de desafio por ameaça ou conquista. Assim sendo, pode-se afirmar que o processo de tensão diante de uma situação-desafio, seja em razão de ameaça, seja de conquista, acarreta o estresse.

Nesse sentido, vale dizer que os fenômenos estressores advêm tanto do meio externo, como frio, calor, condições de insalubridade, quanto do ambiente externo, como frio, calor, condições de insalubridade, quanto do ambiente social, como trabalho, e do mundo interno, aquele vasto mundo que tem dentro das pessoas, como os pensamentos e as emoções, a angústia, o medo, a alegria, a tristeza. Todos esses fatores denominados estressores são capazes de dispararem no organismo uma série imensa de reações via sistema nervoso.

É importante observar que a Organização Mundial de Saúde define a saúde do ser humano como “o completo bem-estar biológico, psicológico e social, e não apenas como ausência de doença”.

Hans Selye 1 , diretor do Instituto de Medicina Experimental e Cirurgia da Universidade de Montreal, Canadá, utilizou o termo estresse para denominar “o conjunto de reações que um organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço de adaptação”.

O médico e professor canadense percebeu ao estudar um organismo que, se há estímulos que ameaçam sua homeostase (seu equilíbrio orgânico), ocorre uma reação por meio de respostas específicas, que constituem uma síndrome, desencadeada independente da natureza do estímulo. A esse fenômeno definiu de estresse da empresa, ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que causem a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário.

2.O estrago do estresse

Quando retornou ao Brasil em 1981, depois de estudar nos Estados Unidos, a psicóloga Marilda Emmanuel Novaes Lipp 2 , parecia pregar no deserto quando alertava para os sintomas de um mal que se alastrava pelas grandes cidades – o estresse tema de seu doutorado na Universidade George Washington, na capital americana. “Naquela época, as pessoas achavam que o estresse era frescura de grã-fino”, lembra ela, pioneira e uma das principais autoridades do nosso país no assunto. Duas décadas depois, o cenário mudou muito. A psicóloga acredita que a legislação brasileira já possa admitir o estresse como doença ocupacional, uma situação na qual os empregados passariam a ter direito a afastamento temporário do trabalho para cuidar da saúde, à semelhança do que já se discutem em países como EUA, Japão, Inglaterra e Suécia.

Atualmente há empresas que adotam programas de prevenção com a consultoria da psicóloga, que se especializou em medir o nível de estresse dos empregados no local de trabalho. Cada um é avaliado individualmente, de acordo com critérios científicos, recebendo uma classificação em quatro estágios: de alerta, de resistência, de quase exaustão e de exaustão. Há profissionais que conseguem lidar melhor com a constante sobrecarga de trabalho, enquanto outros se revelam mais vulneráveis. Em casos de maior gravidade, a psicóloga Marilda Lipp recomenda um “período de folga para aliviar a barra. Antes existia grande resistência a seguir esse conselho, mas os diretores começaram a entender que os trabalhadores não são obrigados a suportar a sobrecarga”.

Avalia a psicóloga, autora de oito livros sobre o tema e orientadora de três dezenas de alunos de pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, onde fundou o Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Estresse.

3.O eustress e o distress

É importante notar que existem dois tipos de estresse: o eustress, que consiste na existência de tensão com equilíbrio entre esforço, tempo, realização e resultados, e o distress, que pode ser definido como a tensão com rompimento do equilíbrio biopsicossocial por excesso ou falta de esforço incompatível com tempo, resultados e realizações. Assim sendo, pode-se dizer que, quando é realizado algo agradável e a pessoa se sente valorizada pelo esforço realizado, ocorre o eustress. Nesse caso, após a tensão ou esforço de adaptação a pessoa apresenta a sensação de realização pessoal, bem-estar, e satisfação, trata-se, pois de um esforço sadio na garantia de sobrevivência. No caso de ocorrência do distress, a sobrecarga é tão grande que passam a ocorrer manifestações e sintomas da doença.

4.O estresse profissional – síndrome de burn-out ou síndrome do esgotamento profissional

Atualmente a grande maioria das doenças do trabalho tem íntima correlação com o estresse. O desgaste a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações de trabalho é um dos fatores determinantes nas doenças adquiridas pelos trabalhadores, pois manter a vida, enquanto se luta para ganhar a vida, nem sempre é fácil.

O burn-out surgiu em 1974, sendo que o psicólogo Fregenbauer, que constatou esta síndrome em um de seus pacientes que trazia consigo energias negativas, impotência relacionada ao desgaste profissional.

O termo burn-out é uma composição de burn (queimar) e out (fora), ou seja, traduzindo para o português significa “perda de energia” ou “queimar” para fora, fazendo a pessoa adquirir esse tipo de estresse tendo reações físicas e emocionais, passando a apresentar um tipo de comportamento agressivo.

O conceito de burn-out é reconhecidamente o mais …

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jusbrasil.com.br
4 de Julho de 2022
Disponível em: https://thomsonreuters.jusbrasil.com.br/doutrina/secao/1250395203/capitulo-iv-o-estresse-no-meio-ambiente-de-trabalho-o-stress-no-meio-ambiente-de-trabalho-ed-2021